Alguns dos meus dez leitores ficam me perguntando se as histórias do do meu blog são verdadeiras ou ficção. Mais ou menos. Algumas sim, outras não. Algumas intercaladas.A única certeza é que são todas minhas histórias. Em algum momento eu as vivi, ou presenciei e elas acabaram fazendo parte da minha vida. Precisavam serem contadas. Algumas vezes falarei de outros escritores, entre parêntesis. A história de espaço celestial é mais ou menos assim. Uns dez anos atrás eu li no segundo caderno do globo, uma entrevista da Maria Bethânia em que ela dizia assim citando alguém que não lembro o nome:
" Eu nunca fui paixão de ninguém, e sim uma tola apaixonada." E confirmava que essa era a história da vida dela. Eu achei tão encantador ela se revelar desta forma.Deve ser muito difícil para uma mulher falar uma coisa dessas. Mais ou menos uma semana depois, em uma outra entrevista, com Arlete Salles. Ela já tinha passado há muito dos quarenta, quando a repórter perguntou: ainda espera um grande amor?
Ela deu uma resposta característica para a sua idade. " Eu estou muito bem sozinha. Tenho uns namoricos aqui, outros ali. Já passei da idade de ficar tendo ilusões românticas."
Bom, eu não sei quando chegarei a esta fase; mas como dizia Renato Russo, ainda continuo me apaixonando toda semana. Na maioria da vezes por mim mesmo.
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